Radioatividade


Rosa de Hiroshima

A Rosa de Hiroshima

Pensem nas crianças

Mudas Telepáticas

Pensem nas meninas

Cegas inexatas

Pensem nas mulheres

Rotas alteradas

Pensem nas feridas

Como rosas cálidas

Da rosa da rosa

Da rosa de Hiroshima

A rosa hereditária

A rosa radioativa

Estúpida e inválida

A rosa com cirrose

A anti-rosa atômica

Sem cor sem perfume

Sem rosa sem nada.( Vinicius de Moraes)

Em 6 de Agosto de 1945, os E.U.A lançavam com ajuda do seu Enola Gay a Bomba Atômica em Hiroshima às 8:10h. Um ato até hoje considerado desnecessário, O Japão não possuia navios de guerra ou mercante,encontrava-se em  racionamento de Petróleo e com um pouco mais de paciência o Imperador do Japão se renderia no mês de setembro.No entanto, de acordo com fontes de Washington: a capitulação rápida do Império impediu os soviéticos de alcançar Tóquio, permitindo assim que os Estados Unidos fossem a única força a ocupar o Japão, região estratégica para seus interesses no Pacífico - esta sim, talvez a verdadeira (e também pouco justificável) razão para a devastação de Hiroxima e Nagasaki.



Escrito por Kepler Ribeiro às 10h37
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Flory Gama

Inicia-se no estudo das artes com escultor Newton Sá, em São Luís(Ma), sob o incentivo do tio, o médico sanitarista Filogênio Lisboa.

Em 1937 promove sua primeira exposição em São Luís, no Teatro Arthur Azevedo, apresentando quarenta e oito peças e merecendo dos intelectuais maranhenses crítica entusiasmada.Nessa época, instala um museu de arte com seu nome(Rua da Paz,121).O então interventor do Maranhão,Paulo Ramos,por influência da Deputada Zuleide Bogéa , concede-lhe, pelo Decreto n°35,de 20.01.38,apoio  financeiro para viagem de estudo ao Rio de Janeiro, onde passa a residir e a estudar com Margarida Lopes de Almeida. Nesse Período,esculpe e modela medalhões com o rosto de homens ilustres.

Na Europa,em dois anos,visita a Itália,Bélgica, Suíça, Holanda e se aperfeiçoa na Academie de La Grande Chaumière, em Paris.

Sua obra é vasta e consta de acervos em vários países e em logradouros públicos de cidades brasileiras,dentre eles: Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro(sete peças), Colégio Pedro II, Rio de Janeiro(Monumento ao seu fundador Bernardo Pereira de Vasconcelos);Hospital do Câncer de Paris; Caixa Econômica do Rio de Janeiro; Museu de Belas Artes de Buenos Aires-Argentina;Parlamento da Índia;Monumento Funerário de Satú  Belo,em São Luís.

É um dos fundadores da Sociedade dos Artistas Nacionais e membro da Sociedade de Homens de Letras e Belas Artes.

Foi autor das máscaras mortuárias do escultor Newton Sá,seu mestre,De Catullo da Paixão Cearense e do Presidente Getúlio Vargas.

 



Escrito por Kepler Ribeiro às 12h11
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Noite de Autográfos

NOITE DE AUTÓGRAFOS
 
Os escritores Marco Pólo Haickel e Zema Ribeiro autografam "O segredo de um mistério" e "Uma crônica e um punhado de poemas de amor crônico" nesta sexta-feira, dia 5/8, às 20h30min, na Praça da Faustina (Praia Grande, esquina de Rua do Giz com Beco da Alfândega). A festa marca a reinauguração do Bar da Faustina, que passou recentemente por uma reforma.
Marco Pólo Haickel lança mais uma obra de uma série já bastante popular na capital do Maranhão; Zema Ribeiro faz sua estréia literária com uma coletânea de poemas cometidos para uma musa; todos os poemas foram escritos entre abril e julho deste ano, numa intensa atividade poética e passional.
Estão confirmadas as participações especiais dos compositores Cesar Teixeira, Joãozinho Ribeiro e Chico Nô. Entrada franca.
 
SERVIÇO
O quê: Noite de autógrafos dos livretos "O segredo de um mistério", do escritor Marco Pólo Haickel e "Uma crônica e um punhado de poemas de amor crônico", do poeta Zema Ribeiro.
Quando: Sexta-feira, dia 5/8, às 20h30min.
Onde: Praça da Faustina (Praia Grande, esquina de Rua do Giz com Beco da Alfândega).


Escrito por Kepler Ribeiro às 21h24
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Jair da Rosa Pinto

Adeus Jair,

                       igual a ti,

                       não existirá.

                       Esqueceram de ti,

                       e de outros por causa de 50.

                      e mesmo assim,

                      lembravam de sua canhota de prata,

                      em belíssimas cobranças de falta.

                      No imaginário do futebol,

                      ficarão as imagens incolores

                      de suas grandes jogadas.

 

A poesia acima foi escrita no dia do falecimento de Jair da Rosa Pinto, por Vasconcelos de Moraes. Pela Seleção Brasileira Jair disputou: 41 jogos, 25 vitórias, 5 empates, 11 derrotas, 23 gols.

Títulos pela Seleção Brasileira: Sul-Americano (1949); Copa Rocca (1945); Copa Rio Branco (1947,
1950).                                  



Escrito por Kepler Ribeiro às 17h44
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Pablo Neruda

La canción desesperada

Emerge tu recuerdo de la noche en que estoy.
El río anuda al mar su lamento obstinado.

Abandonado como los muelles en el alba.
Es la hora de partir, oh abandonado!

Sobre mi corazón llueven frías corolas.
Oh sentina de escombros, feroz cueva de náufragos!

En ti se acumularon las guerras y los vuelos.
De ti alzaron las alas los pájaros del canto.

Todo te lo tragaste, como la lejanía.
Como el mar, como el tiempo. Todo en ti fue naufragio!

Era la alegre hora del asalto y el beso.
La hora del estupor que ardía como un faro.

Ansiedad de piloto, furia de buzo ciego,
turbia embriaguez de amor, todo en ti fue naufragio!

En la infancia de niebla mi alma alada y herida.
Descubridor perdido, todo en ti fue naufragio!

Te ceñiste al dolor, te agarraste al deseo.
Te tumbó la tristeza, todo en ti fue naufragio!

Hice retroceder la muralla de sombra,
anduve más allá del deseo y del acto.

Oh carne, carne mía, mujer que amé y perdí,
a ti en esta hora húmeda, evoco y hago canto.

Como un vaso albergaste la infinita ternura,
y el infinito olvido te trizó como a un vaso.

Era la negra, negra soledad de las islas,
y allí, mujer de amor, me acogieron tus brazos.

Era la sed y el hambre, y tú fuiste la fruta.
Era el duelo y las ruinas, y tú fuiste el milagro.

Ah mujer, no sé cómo pudiste contenerme
en la tierra de tu alma, y en la cruz de tus brazos!

Mi deseo de ti fue el más terrible y corto,
el más revuelto y ebrio, el más tirante y ávido.

Cementerio de besos, aún hay fuego en tus tumbas,
aún los racimos arden picoteados de pájaros.

Oh la boca mordida, oh los besados miembros,
oh los hambrientos dientes, oh los cuerpos trenzados.

Oh la cópula loca de esperanza y esfuerzo
en que nos anudamos y nos desesperamos.

Y la ternura, leve como el agua y la harina.
Y la palabra apenas comenzada en los labios.

Ese fue mi destino y en él viajó mi anhelo,
y en él cayó mi anhelo, todo en ti fue naufragio!

Oh, sentina de escombros, en ti todo caía,
qué dolor no exprimiste, qué olas no te ahogaron!

De tumbo en tumbo aún llameaste y cantaste.
De pie como un marino en la proa de un barco.

Aún floreciste en cantos, aún rompiste en corrientes.
Oh sentina de escombros, pozo abierto y amargo.

Pálido buzo ciego, desventurado hondero,
descubridor perdido, todo en ti fue
naufragio!

Es la hora de partir, la dura y fría hora
que la noche sujeta a todo horario.

El cinturón ruidoso del mar ciñe la costa.
Surgen frías estrellas, emigran negros pájaros.

Abandonado como los muelles en el alba.
Sólo la sombra trémula se retuerce en mis manos.

Ah más allá de todo. Ah más allá de todo.

Es la hora de partir. Oh abandonado!

(PABLO NERUDA)

 

Neftalí Ricardo Reyes, dito Pablo Neruda. Poeta chileno (Parral 1904 - Santiago 1973).

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Cônsul do Chile na Espanha e no México, eleito senador em 1945, foi embaixador na França (1970). Suas poesias da primeira fase são inspiradas por uma angústia altamente romântica. Passou por uma fase surrealista. Tornou-se marxista e revolucionário, sendo, primeiramente, a voz angustiada da República Espanhola e, depois, das revoluções latino-americanas.

.

Esteve no Brasil em diversas oportunidades, e, numa delas, declamou poemas seus perante grande massa popular concentrada no estádio do Pacaembu, em São Paulo.

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Obras principais: A canção da festa (1921), Crepusculário (1923), Vinte poemas de amor e uma canção desesperada (1924), Tentativa do homem infinito (1925), Residência na terra [vol. I, 1931; vol.II, 1935; vol.III,1939, que inclui Espanha no coração (1936-1937)], Ode a Stalingrado (1942), Terceira residência (1947), Canto geral (1950), Odes elementares (1954), Navegações e retornos (1959), Canção de gesta (1960), ensaios (Memorial da ilha negra, 1964) e a peça teatral Esplendor e morte de Joaquín Murieta (1967).

 

 



Escrito por Kepler Ribeiro às 21h31
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J.lobato

Inicia-se na dança,posteriormente assimilando conhecimentos de pintura e desenho que incorpora com assíduo aprendizado.

Em 1974 realiza sua primeira exposição.Participa continuamente de coletivas e individuais conquistando,em 1978, o 1° prêmio do II Salão Universitário de Artes. Em 1979 recebe Menção Honrosa e Prêmio de Aquisição no III Salão Universitário de Artes,da Universidade Federal do Maranhão. Seus trabalhos podem ser encontrados no acervo do Antigo BEM(hoje Bradesco), Caixa Econômica Federal e no Banco Nacional Francês. 



Escrito por Kepler Ribeiro às 10h39
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Ferreira Gullar

A POESIA

Onde está
a poesia? Indaga-se
por toda parte. E a poesia
vai à esquina comprar jornal.

Cientistas esquartejam Puchkin e Baudelaire.
Exegetas desmontam a máquina da linguagem.
A poesia ri.

Baixa-se uma portaria: é proibido
misturar o poema com Ipanema.
O poeta depõe no inquérito:
Meu poema é puro, flor
Sem haste, juro!

Não tem passado nem futuro.
Não sabe a fel nem sabe a mel:
É de papel.

Não é como a açucena
Que efêmera
Passa.
E não está sujeito a traça
Pois tem a proteção do inseticida.
Creia,
O meu poema está infenso à vida.

Claro, a vida é suja, a vida é dura.
E sobretudo insegura:
.........“Suspeito de atividades subversivas foi detido ontem
.........o poeta Casimiro de Abreu.”
.........“A Fábrica de Fiação Camboa abriu falência e deixou
.........sem emprego uma centena de operários.”
...... ..“A adúltera Rosa Gonçalves, depondo na 3ª Vara de Família,
...... ...afirmou descaradamente: ‘Traí ele, sim. O amor acaba, seu juiz.’”

O anel que tu me deste
era vidro e se quebrou
o amor que tu me tinhas
era pouco e se acabou

Era pouco? era muito?
........Era uma fome azul e navalha
........uma vertigem de cabelos dentes
........cheiros que traspassam o metal
........e me impedem de viver ainda
Era pouco? Era louco,
........................................um mergulho
no fundo de tua seda aberta em flor embaixo
.............................................................onde eu morria
(Ferreira Gullar)


Escrito por Kepler Ribeiro às 20h16
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Led´s Marc

DESiNFETANTE

Diante destas paredes acolchoadas,

vejo a minha alma suja,

e não há desinfetante  aqui.

nonil fenol etoxilado,

microbicida,

formol,

corantes e água.

E percebo que sem desinfetante,

não saio daqui.

Led´s Marc é o  pseudônimo de João Oliveira Campos,considerado uma das vertentes da poesia pós-moderna brasileira.Vive no hospital psiquiatrico em São Paulo, (não divulgado pela sua família), desde 1983, aprendeu escrever poesias estudando: Leminski, Drummond e Haroldo Campos,na biblioteca do hospital.. Suas Poesias são divulgados pela sua mãe, que acabou lançando uma coletânea com sua poesias em 1991,até então sua única obra.



Escrito por Kepler Ribeiro às 21h51
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Décio Pignatari

O extraordinário avanço tecnológico de nossa época e a linguagem dos meios de comunicação de massa estabeleceram a necessidade de novas formas de expressão, condizentes com uma sociedade em que tudo acontece de maneira rápida.O movimento concretista deu seu primeiro sinal de vida em 1952, com a revista Noigrandes( palavra de origem provençal que significa"antídoto contra o tédio"). Mas seu lançamento oficial ocorreu em 1956, com Exposição Nacional de arte Concreta, realizada em São Paulo. Décio Pignatari foi o pioneiro com sua poesia "Beba Coca-Cola".



Escrito por Kepler Ribeiro às 10h49
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Régis Bonvicino

Voz de cabeça
sem ordem e cor
arame-

horizonte
se pronuncia
desacordada

não mais
onívora
gralha da fala

Regis Bonvicino fez este poema em homenagem  a João Cabral de Melo Neto ao visitar este em sua casa em 1994.Ao perceber a crueldade da doença degenerativa que atacava o ex-diplomata e poeta que já não escrevia, por causa da cegueira,fez este poema ao sair da casa de João Cabral de Melo Neto.



Escrito por Kepler Ribeiro às 15h34
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Arnaldo Antunes

 


O Buraco do Espelho

o buraco do espelho está fechado agora eu tenho que ficar aqui com um olho aberto, outro acordado no lado de lá onde eu caí pro lado de cá não tem acesso mesmo que me chamem pelo nome mesmo que admitam meu regresso toda vez que eu vou a porta some a janela some na parede a palavra de água se dissolve na palavra sede, a boca cede antes de falar, e não se ouve já tentei dormir a noite inteira quatro, cinco, seis da madrugada vou ficar ali nessa cadeira uma orelha alerta, outra ligada o buraco do espelho está fechado agora eu tenho que ficar agora fui pelo abandono abandonado aqui dentro do lado de fora Arnaldo Antunes ex-vocalista do TiTãs é considerado por aluns criticos como o maior poeta pós-moderno do Brasil,na atualidade.Foi vencedor do Prêmio Jabuti de Poesia em 1992.



Escrito por Kepler Ribeiro às 08h37
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O Resto Imortal


O RESTO IMORTAL
Paulo Leminski

Queria não morrer de todo. Não o meu melhor. Que o melhor de mim ficasse, já que sobre o além sou todo dúvida. Queria deixar aqui neste planeta não apenas um testemunho da minha passagem, pirâmide, obelisco, verbetes numa obscura enciclopédia, campos onde não crescem mais capim.

Queria deixar meu processo de pensamento, minha máquina de pensar, a máquina que processa meu pensamento, meu pensar transformado em máquina objetiva, fora de mim, sobrevivendo a mim.

Durante muito tempo, cultivei esse sonho desesperado.
Um dia, intui. Essa máquina era possível.

Tinha que ser um livro.

Tinha que ser um texto. Um texto que não fosse apenas, como os demais, um texto pensado. Eu precisava de um texto pensante. Um texto que tivesse memória, produzisse imagens, raciocinasse.

Sobretudo, um texto que sentisse como eu.

Ao partir, eu deixaria esse texto como um astronauta solitário deixa um relógio na superfície de um planeta deserto.

Claro que eu poderia ter escolhido um ser humano para ser essa máquina que pensasse como eu penso. Bastava conseguir um aluno. Mas pessoas não são previsíveis. Um texto é.

A impressão do meu processo de pensamento não poderia estar na escolha das palavras nem no rol dos eventos narrados. Teria que estar inscrito no próprio movimento do texto, nos fluxos da sua dinâmica, traduzido para o jogo de suas manhas e marés.

Um texto assim não poderia ser fabricado nem forjado. Só poderia ser desejado. Ele mesmo escolheria, se quisesse, a hora de seu advento.

Tudo o que eu poderia fazer nessa direção era estar atento a todos os impulsos, mesmo os mais cegos, nunca sabendo se o texto estava vindo ou não.

Era óbvio, um texto assim teria, no mínimo, que levar uma vida humana inteira. Na melhor das hipóteses.

Uma questão colocou-se desde o início. A tensão da espera de um tal texto poderia ser o maior obstáculo para seu surgimento. Quanto a isto, não havia solução. A questão teria que ser vivida em nível de enigma e conflito, sigilo e dissimulação.

Evidentemente que o texto que resultasse desse estado deveria, por força, reproduzí-lo em sua essencial perplexidade. A máquina-texto que surgisse não seria um todo harmonioso, já que a harmonia só convém às coisas mortas. O que eu pretendia era uma coisa viva, uma vida que me sobrevivesse. E a vida é contraditória.

Não sei mais de esse texto virá. Ou se já veio.

Tudo o que quero é que, se vier, se lembre de mim tanto quanto eu soube desejá-lo.



Escrito por Kepler Ribeiro às 22h14
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Chacal

Sempre deixei as barbas de molho

porque barbeiro nenhum me ensinou

como manejar o fio da navalha

 

sempre tive a pulga atrás da orelha

porque nenhum otorrino me disse

como se fala aos ouvidos das pessoas

 

sou um cara grilado

um péssimo marido

nove anos de poesia

me renderam apenas

um circo de pulgas

e as barbas mais límpidas da Turquia

 

 

 

"A palavra 'lúdico' é a chave para a poesia de Chacal. (...) Mas só a ressurreição de Oswald não explica o caso Chacal. Ele tem lá seus mistérios próprios. Não é qualquer poeta que me dá o prazer de certos registros agudos que encontro, aqui e ali, entre estes ´drops´ que cobrem, com alguma simetria, todos os anos 70. Vejo neles outras presenças: a da Poesia Concreta, das letras de música popular, do mundo industrial e urbano que se abateu, irremediavelmente, sobre nós."

Leminski, Paulo [1983]. Drops, a poesia sem gravata. Folha de S. Paulo.

 



Escrito por Kepler Ribeiro às 13h11
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J.Bezerra

Em 1957 inicia-se como desenhista e ilustrador.A partir de 1963 ilustra obras de autores clássicos e modernos como Dante, Virgílio e outros.

Em 1964, como autodidata,realiza suas primeiras pinturas, entusiasmando-se com Francis Bacon. Seu grande período de tendência expressionista situa-se entre 1965 e 1971, tornando-se cubista de 1972 até 1976.

Sua pintura vai assumindo, aos poucos,um caráter surrealista, elaborada de maneira limpa e harmônica.

Da dicotomia entre o lógico e o ilógico nasce a pintura de J.Bezerra que participa intensamente de exposições,ganhando prêmios individuais: Berlim-1980-medalha de ouro na Feira Internacional, Masp- São Paulo-1980 e medalha de ouro na Semaine de L’art Brésilien em Montreal-1982.

 



Escrito por Kepler Ribeiro às 17h11
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José Patricio Neto



Escrito por Kepler Ribeiro às 20h29
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